domingo, 12 de maio de 2013

E PARA VOCÊ, MÃE, OFEREÇO, FLORES!



 Gosto de contemplar jardins. Sou capaz de ficar horas olhando para as cores da primavera. Não há uma flor que escape às lentes da minha máquina fotográfica. Quando viajo, trago lembranças na mala e também imagens de uma das mais belas criações de Deus para ilustrar o álbum de recordações. Tudo é admirável: as formas, o perfume, o desabrochar, o conjunto de pétalas, de espinhos e de folhas. A espécie que combina com outra para enfeitar um vaso, um pedaço de terra, uma grande extensão dos palácios reais e castelos medievais. Talvez, vale a pena um único broto para deixar agradável o ambiente. Ou a reunião cuidadosa de um paisagista alucinado por diferentes tipos espalhados pelas fronteiras mundiais. Em cada canto, um encanto.

Flores são puras. Singelas. Magnificamente desenhadas no silêncio. São bonitas. Mesmo aquelas que se protegem em seus venenos. Pétalas sedosas demonstram carinho e são resistentes às intempéries do clima, florescem também em outras estações. Flores são sinais de frutos, mesmo que sejam apenas frutos da beleza levados pelo tempo, pelo vento. Elas deixam marcas. Gerações de filhos para germinar em outros jardins. Flores são mães da natureza, da vida.

Sendo mães, elas têm a missão de perpetuar novas fontes, deixando outros cheiros para embelezar o mundo. Quando são presentes significam abraços, amizade, lição, força, solidariedade, lembrança, amor. Com tantas semelhanças, seriam as mães de carne e osso metáforas do jardim humano cuidado pelas mãos do Grande Jardineiro? Mães são flores!  Mulheres que desabrocham filhos, frutos. Uma semente que precisa ser regada de carinho, de afeto e de cuidado constante.

É por este motivo divino que historicamente as mães são homenageadas com buquês, arranjos e vasos. Até ganham nomes fortes como Violeta, Margarida, Camélia, Verônica, Hortência, Dália, Azaleia, Rosa...Na primeira manifestação do mundo contemporâneo para celebrar uma data especial para elas foram distribuídos cravos brancos. Durante a primeira missa das mães, a americana Anna Jarvis, que perdera sua progenitora, enviou 500 cravos para uma igreja. Ela pediu que todos recebessem a flor e as mães ganhariam duas como forma de lembrança aos valores da família. A brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Nascia assim, a justa comemoração do Dia das Mães nos Estados Unidos. Momento que foi adotado por outros países rapidamente.

Ofertar cravos se tornou um símbolo para a força da maternidade. Porém, os jardins só ficam mais bonitos porque florescem várias mães. Como as mães girassóis, que representam alegria, dignidade, glória, paixão e brilham no calor do sol. Ou as tulipas, resistentes, duráveis, fortes e temperamentais, contudo de amor fervoroso. E as orquídeas, que carregam um significado de desejo, perfeição e, até mesmo, pureza espiritual. São quase únicas em suas floradas. Imagine o poder de uma mãe crisântemo, que demonstra esperança e compreende os limites da vida, sendo a mão firme da família. Todas as mães possuem um perfume distinto, carregam em sua essência o amor, o sacrifício, a dor, a justiça, a beleza. E florescem em qualquer terreno.

À minha mãe, presto esta homenagem, ao dizer que ela é semelhante à violeta: roxa, rosa, branca, amarela, azul. São várias cores, de muitos estilos, aconchegante no jardim. Pode parecer de um amor frágil, contudo ela é resistente e firme, quando necessário, mas de uma candura inexplicável. Uma pureza quase tão macia quanto o veludo, cuja existência eu reverencio e digo: obrigado por enfeitar tantas janelas e proporcionar a seus filhos e netos, um colorido especial.

Para você mãe, que germinou um fruto ou cuidou de alguém no jardim, eu desejo que sejam feitos vários poemas, poesias e versos em agradecimento à sua existência. E que no seu caminho haja muitas flores.

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