quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

FILHO DO HAMAS: EX-TERRORISTA SE CONVERTE AO CRISTIANISMO E PREGA PAZ




O Oriente Médio é um mistério. Uma região difícil de entender por causa dos conflitos religiosos, da cultura social e política. Dá curiosidade estudar esta complexidade, já que é uma história distante do que se vê pelas bandas tupiniquins. Para compreender a guerra entre Israel e Palestina não bastam várias aulas ou livros e análises jornalísticas. Parece que nem o próprio povo sabe o motivo de tanto sangue derramado. A briga ali é por poder e dinheiro, não há dúvidas, mas eles vivem um ódio por gerações: está no cotidiano.

     “O Islamismo é uma religião de guerra 
e a maioria dos muçulmanos não 
entende a verdadeira natureza do Islã.”*

Em busca deste entendimento, o relato de um sujeito fruto deste cenário chama a atenção: Mosab Hassan Yousef é filho do xeique Hassan Yousef, que é um dos fundadores do Hamas – movimento islâmico de resistência atuante na Cisjordânia e em Gaza, classificado pelos Estados Unidos, pela União Européia e por outros países como organização terrorista. Ele cresceu e testemunhou as manobras políticas e militares que provocaram a disputa sangrenta que ainda perdura até hoje. E o mais surpreendente, depois de ser preso, torturado, atuar como espião, o jovem se converteu ao cristianismo, o que é a maior vergonha para a família dele.

A história está no livro Filho do Hamas, da Editora Sextante, escrita na cronologia dos fatos, expondo segredos familiares, grupos terroristas, estratégias de atentados a bomba e outros ataques mortais contra Israel. A obra choca, mas a beleza da narrativa está na mudança do comportamento do autor que viu pobreza, abuso de poder, tortura e morte, e mesmo rico e protegido, abriu mão de tudo para lutar não somente pelo seu povo, mas também por aqueles considerados seus inimigos. Suas escolhas o tornaram um traidor. Abandonou o Alcorão e passou a seguir os ensinamentos da Bíblia e, para não morrer, pediu asilo político aos americanos.

Mesmo com a leitura, ainda restam dúvidas sobre a lógica desta luta que nasceu antes mesmo da independência de Israel em 1948. Historicamente, lá nos primórdios, os conflitos ali já influenciavam no comportamento de mulçumanos, judeus e cristãos, que querem o mesmo domínio: a Terra Santa, um lugar sagrado e misterioso e, sobretudo, complexo e contraditório. Afinal, santos não matam tanto.

    “Normalmente as pessoas têm vergonha quando fazem algo errado. 
As pessoas gostam de viver na escuridão…Eu vivo na luz. 
Eu não fiz nada de errado, estou ajudando a salvar vidas”.*

*Frases de Mosab Hassan Yousef publicada em entrevista durante seu retorno a Israel. 

Para comprar:

Outra visão: entrevista feita por Jorge Pontual, no programa Milênio, na GloboNews

Parte 1

Parte 2


Parte 3



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