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quinta-feira, 16 de junho de 2011

VIAGEM PARA O MARANHÃO – DIÁRIO DE BORDO


15 de julho. Está quase chegando o momento de tirar umas férias. Falta apenas um mês, mas já faz um tempo que estou planejando conhecer o Estado do Maranhão. Local que eu tenho poucas referências: a cantora Alcione é de lá, as praias já serviram de cenário para novelas, as festas juninas se misturam com a dança do boi. Por isso, a partir de hoje contarei rotineiramente os passos desta viagem – dos preços, da compra da mochila, da produção do roteiro, das pessoas que estou conhecendo, das fotos que ficarão para a história.

A escolha
Tenho uma meta: quero conhecer todas as capitais brasileiras. E escolhi São Luís por acaso. A primeira capital nordestina que veio na conversa com meu companheiro de viagem, o Caio. Por brincadeira, definimos o que faríamos no inverno: - vamos para um lugar quente. Os Lençóis Maranhenses.

Valores
Começamos a pesquisa por conta própria. A passagem aérea com preço e horários bons eram da Gol, por volta de R$ 600, ida e volta, e saída no meio da manhã, com retorno no mesmo esquema. Pela falta de tempo, optamos em comprar um pacote da CVC, que já vem com passeios incluídos, aluguel de carro, traslado do aeroporto ao hotel – de frente para o mar -, e a comodidade de não nos preocupar. Temos como consultora, a excelente e simpática Ana Paula Miranda, da CVC Luxemburgo.

O pacote inclui:
- Passagem aérea ida e volta
- 5 noites de hospedagem em São Luís no hotel escolhido (Sendo 3 noites da chegada e 2 noites na saída)
- Traslado aeroporto / hotel / aeroporto
- 2 noites de hospedagem em Barreirinhas no hotel escolhido
- Traslado hotel São Luís / Hotel Barreirinhas / Hotel São Luis
- Visita ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, passeio de barco pelo Rio Preguiças com visita a comunidades Mandacaru e Caburé e com parada para banho.

1ª OPÇÃO
Voando GOL
Em São Luís: Hotel Brisamar
Em Barreirinhas: Pousada Lençóis Maranhenses
R$ 2108.00 + R$ 49.58 (Taxas de embarque) por pessoa em apartamento duplo com café da manhã

Para comparar:
2ª OPÇÃO
- Voando TRIP
Em São Luís: Hotel
Em Barreirinhas: Hotel
R$ 2326.00 + R$ 49.58 (Taxas de embarque) por pessoa em apartamento duplo com café da manhã

- Somente hospedagem e traslados: R$ 1603.00 por pessoa em apartamento duplo com café da manhã

Forma de Pagamento
Em até 10 X sem entrada e sem juros no cartão de crédito

O resultado:
Pagamento à vista, ganha desconto: R$ 2050,00. Aluguel de carro: R$ 300 para quatro dias.

Viagem – 15 a 22 de julho de 2011
Investimento – R$ 2050,00 + R$ 150,00 = R$ 2200,00.
Serviço: CVC Luxemburgo - Rua Guaicuí, 333 loja 4 / (31) 3342-2278 / anapaulam@cvc.com.br

Continua...

terça-feira, 8 de março de 2011

CARNANAL, EXTRAVASA NA BAHIA

Início do Circuito Barra-Ondina, no Farol da Barra: Bloco Harém, de Alexandre Peixe

Salvador é uma cidade surpreendente. Cheguei na sexta-feira de carnaval. E me impressionou saber que tudo gira em torno da maior festa popular do planeta. É gigante mesmo, já que a capital baiana fica lotada de abadás desfilando pelas ruas. Não vim fazer turismo: não conheci o Elevador Lacerda, o Farol da Barra, a Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, o Pelourinho. Uma pena. Contudo, a grande festa do axé é um acontecimento tão diferente que a Bahia pede outra visita. E para breve. O calor daqui é agradável. As praias lindas, com um pequeno problema que relato mais tarde, e as pessoas...brasileiros peculiares.

No táxi, perguntei porque a cidade se chamava Salvador. Ninguém sabia responder. A internet me informou que ao ser colonizada como a primeira capital brasileira, Tomás de Sousa, o primeiro governador-geral da província de Portugal, batizou as terras em homenagem a Jesus: São Salvador da Baía de Todos os Santos. E o taxista questiona com ar superior: - sabe me dizer como são chamados os nascidos em Salvador? Matei a charada na lata: - soteropolitanos. Decorei na aula de Geografia da quinta série. A curiosidade me ensinou que o termo vem do grego Soterópolis, ou seja, a Cidade do Salvador. Se é verdade, não sei. #ficadica.

Antes de contar os bastidores do carnaval, tenho que falar sobre os baianos. E vou ficar cheio de dedos, para não soar preconceito. Os baianos andam na velocidade do trio elétrico. Sempre calmos, lentos, porém agitados na dança. Não entendo a contradição. Mas entendi porque o país sempre está em festa e tudo termina em pizza. Temos no DNA o jeito baiano de ser, afinal a primeira leva de gente que aportou na Bahia de Todos os Santos foi desbravando as terras de Cabral.

Pedi salada, veio strogonoff. X-egg burguer, veio sem ovo. Prometeram um secador ao reservar o hotel, mas só iam comprar após a quarta-feira de Cinzas. No trânsito, não saem da rota congestionada. Claro, ali é mais lento. Você pede uma bebida, ela chega horas depois. Quente. O gelo você tem que pedir antes, senão derrete. O gesto com a cabeça balançando em ritmo de reprovação é notório em todos que trabalham com serviços: ah! Esqueci. No início é chato, mas a gente se acostuma e relaxa. Afinal, estou na Bahia.

E tem o povo. Negro na cor. Deliciosa cor. Gente de raça. Alegres por demais, com sotaque nordestino. Engraçados, com humor do litoral. Um povo livre. Libertos e com a boca suja, se minha mãe pudesse dizer dos palavrões que eles soltam, em todas as frases. Em Minas, é uai. Em Salvador, tudo é porra. Porra serve para exclamação de coisa boa. De merda. Sinônimo de gostosa: esta mulher é da porra. Mas também para falar mal dos políticos: este carnaval já deu na paciência. Festa da porra. Que pode significar igualmente: o carnaval de Salvador é da porra. E a música que não para de tocar em todos os trios que andam nos circuitos Barra-Ondina e Campo Grande repete no refrão: Eu te amo, porra! Forte, não? Eu curti.

Salvador tem algo misterioso que não consegui descobrir em cinco dias de visita. Uma aura intensa. Percebi que todo baiano é artista na música, nas artes, na criatividade. Até para dançar na pipoca (o povo que acompanha os trios fora da corda sem pagar para ter o uniforme do axé - abadá): braços em frente ao corpo, empunhados para frente. A dança é do sacolejo das pernas, porém a mão vai até o rosto de quem entrou no compasso.  E dá-lhe socos e pontapés. A PM vem rápido e acaba com a briga. Em seguida aparece Ivete, Daniela, Cláudia, Bel, Carla, Xandy, Léos, Durval, Armandinho, e todo mundo esquece da vida e só lembra de cantar: Aê, Aê, Aê, Ô, Ô, Ô, êêêêê. Eu te amo Mulher Maravilha, mesmo depois que você fugiu com o Superman, porra.

Tenho muito mais para escrever, só que está me dando uma preguiça...acho que é o efeito do DNA...

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